INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS NO CONTROLE DA OSTEOPOROSE PÓS-MENOPAUSA: COMPARAÇÕ DE NOVAS TERAPIAS

  • Autor
  • Priscila de Almeida Castro Behrens
  • Co-autores
  • Julianne Maria Nunes Ávila , Juliana Ribeiro Martins , Rafaela da Silva Amorim
  • Resumo
  • Introdução: A osteoporose pós-menopausa é uma condição prevalente caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e aumento do risco de fraturas. Apesar de terapias tradicionais como bisfosfonatos apresentarem eficácia consolidada, novas abordagens farmacológicas, incluindo anticorpos monoclonais e agentes anabólicos, têm emergido como alternativas promissoras, com potencial para melhorar a adesão ao tratamento e os desfechos clínicos. Objetivo: Comparar a eficácia e a segurança de novas terapias farmacológicas no manejo da osteoporose pós-menopausa em relação aos tratamentos convencionais, com ênfase na redução de fraturas e melhora da qualidade de vida. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa em bases de dados como PubMed, Embase e Cochrane Library, abrangendo estudos publicados entre 2010 e 2024. Utilizaram-se os descritores "osteoporose pós-menopausa", "terapias farmacológicas" e "anticorpos monoclonais". Após triagem de 173 artigos, 42 estudos foram incluídos, sendo ensaios clínicos randomizados, metanálises e revisões sistemáticas. Resultados: Terapias inovadoras, como o romosozumabe, um anticorpo monoclonal que inibe a esclerostina, demonstraram aumento significativo na densidade mineral óssea e redução de fraturas vertebrais em até 73% comparado a placebo. O abaloparatide e o teriparatide, agentes anabólicos, foram eficazes na formação óssea, mas associaram-se a custos mais elevados. Em contrapartida, o denosumabe, outro anticorpo monoclonal, apresentou eficácia sustentada na redução de fraturas vertebrais e não vertebrais, com um perfil de segurança favorável. Embora as novas terapias mostrem vantagens em eficácia e adesão, sua implementação é limitada pelo alto custo e necessidade de monitoramento rigoroso, especialmente em relação a eventos adversos como hipocalcemia e aumento do risco cardiovascular em alguns subgrupos. Comparadas aos bisfosfonatos, as novas opções apresentam superioridade em populações de alto risco, mas a escolha terapêutica deve ser individualizada. Conclusão: As intervenções farmacológicas inovadoras oferecem avanços significativos no manejo da osteoporose pós-menopausa, especialmente em pacientes com falha nos tratamentos convencionais.

  • Palavras-chave
  • Osteoporose Pós-Menopausa. Terapias Farmacológicas. Anticorpos Monoclonais.
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